terça-feira, 13 de maio de 2025

o curioso caso de Edward Albert Lancelot e a burocracia brasileira

Não faz muito tempo que conheci a história do ilustre Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield. Juiz federal aposentado, formado em direito pela USP e descendente de britânicos. Na verdade, José Eduardo Franco dos Reis, além de falsificar seu nome, falsificou também uma história. História essa, que me intrigou e me entreteu por alguns dias. Além de falsificar o nome que manteve por décadas, o ilustre Edward, que afirmava ser descendentes de ingleses, mantinha hábitos de seus familiares, como tomar chá a tarde, por exemplo.

Para além das manchetes que vão explorar ou tentar explicar porquê o brasileiro fraudou o sistema e emitiu não apenas um RG com nome falso, mas carteira de habilitação, passaporte e até reservista com o nome de Edward, fiquei também curiosa em entender como um jovem de vinte e poucos anos conseguiu fraudar seus documentos e viver normalmente por 45 anos com o nome fraudado, se formando pela USP, atuando e se aposentando como Juiz, inclusive com relatos de que em alguns processos ele citava como era fácil emitir documentos falsos no Brasil. A propósito, o nome escolhido por ele para viver era um nome no mínimo curioso. Além de longo, extremamente incomum para um brasileiro é quase como uma brincadeira com o sistema, quase como se ele quizesse ou soubesse que seria pego. Foi pego em 2025, pelo poupatempo em São Paulo, ao tentar retirar uma segunda via do RG.

Estátua A justiça de Alfreto Ceschitti sendo lavada após atos golpistas de 08.01.2023 

Essa história pode ser explorada por várias óticas, incluindo a ótica da psicologia (o que daria uma história bem interessante), porém, eu quero me ater aqui a ótica das instituições brasileiras e como a burocracia exagerada propicia a existência de outros casos como esse. Não tenho aqui a pretenção de falar sobre conceitos, pois não tenho conhecimento para tal, a ideia é colocar no papel uma reflexão sincera sobre o que eu acredito que precisa ser feito para construirmos um sistema mais eficiente. Também não quero fazer juízo de valor sobre as ações do Sr José Eduardo, pouco me importa o nome que ele usou por todos esses anos e realmente não saberia dizer quais os impactos reais desse caso isoladamente para a sociedade.

segunda-feira, 12 de maio de 2025



sábado, 10 de maio de 2025

o conto daquele dia chuvoso

Dia desses percebi que poderia contar nos dedos das mãos, as amizades verdadeiras que ainda mantenho.
Nessa matemática entrou aquelas amizades que de um jeito ou de outro, fizeram parte de momentos importantes de minha vida. Aquelas pessoas que você poderia ligar e conversar, por horas e horas e horas.
Depois contei as que estão comigo até hoje e uma mão foi o suficiente.
Fiquei refletindo sobre as pessoas que estariam nessa contagem no passado, mas que hoje já não estão mais. Sobre as pessoas que escolhi não ter mais contato e sobre as pessoas que escolheram não ter mais contato comigo. Lembrei das pessoas que só seguiram outro caminho e que sabemos que a amizade que mantivemos tem seu lugar especial, no passado.
Inevitavelmente me veio à cabeça wish you were here do Pink Floyd.




o conto daquele dia chuvoso

Era um dia de chuva, e após tantos dias de dor e desconsolo, ela estava no ponto de ônibus, esperando sua condução e pensando que a chuva que caía lavava também a sua alma. A despeito da pouca idade, muito já tinha experimentado e de pouco havia gostado, por isso se questionava se realmente vale a pena provar de tanto.
Ao fundo, o bar da esquina emitia uma melodia de metamorfose ambulante misturada com o barulho de uma sinuca sem conversa, apenas o som do baiano Raul e do jogo concentrado.
A mistura do som da chuva, com o bar ao lado lhe embalava os pensamentos e lhe levava a locais distantes, locais onde nem lembrava mais que esteve.
Sabe quando a chuva, ao cair das bordas do telhado reflete na luz do poste de iluminação pública e brilha? Brilha. No brilho da chuva que caía na periferia de uma cidade pequena ela pensava sobre como algumas pessoas se vão, inevitavelmente.
Envolta nessa reflexão, um lampejo de esperança se acendeu momentaneamente e a fez pensar nesse sentimento que ficou escondido por tanto tempo, guardado por não ser possível, devido às circunstâncias da época.
Mas as circunstâncias agora eram outras, a chuva brilhava com a luz do poste e Raul tocava nas rádios. Tudo era possível.
Se encheu de esperança e recordações, pegou seu Sony Ericson Walkman Flip roxo e discou 3622... Por que colocaram um "3" antes de todos os telefones mesmo? Acho que é por que tem muita gente usando telefone... será que agora vamos viver a tal globalização que estudei na escola?... Pera, não importa. O que importa agora é esperar atender e... Ops.
- Oi?
- Oi!

quinta-feira, 13 de março de 2025

bolinho de chocolate com coca diet

Dia desses fui convidada (ou seria intimada?) pra uma roda de conversa só de mulheres, em função do 08 de março. Bom, após todas as presentes lerem mensagens de motivação e expressarem o quanto são gratas por tudo o que as mulheres conquistaram até aqui, não pude evitar a minha vez de falar.


Era nítido o meu desejo de permanecer em silêncio, comendo as guloseimas do evento e esperando a hora de ir embora, porém por mais de uma vez o objeto que indicava com quem estava a palavra passou por mim e eu me senti, se não obrigada, fortemente convencida a falar.


Todas ouviam atentas, aguardando eu falar o quanto me sinto agradecida por poder vender a minha força de trabalho em um ambiente que me oprime diariamente, ou o quanto eu me sinto feliz de poder ser uma mulher negra, nordestina, periférica, trabalhando em uma multinacional europeia para enriquecer um bando de branco preguiçoso no norte global.

As vezes eu acho que é um fetiche para algumas figuras:
ver alguém conseguir sair um tantinho só da condição de miséria,
apenas pra depois achar que essa pessoa precisa passar a vida toda
agradecida e feliz com a conquista que na real não a tira da condição de pobreza,
só a faz na verdade enxergar que existe um mundo
além da miséria em que ela vivia antes.
Mas enfim, isso é papo pra outro dia, outro desabafo...

Inicialmente eu lembrei é muito interessante ouvir sobre as conquistas das mulheres e delas próprias; que bom que elas reconhecem o quanto muitas tiveram que fazer para que elas estivessem ali hoje, comendo bolo com chocolate e falando de positividade e irmandade!


Charge do Nando Motta sobre a indicação do ministro ‘terrivelmente evangélico’ para o STF em dezembro de 2021.

Seguindo com minha fala e estragando as expectativas, lembrei o quanto é importante ter em mente que apesar das conquistas já alcançadas, apesar dos direitos já adquiridos, com tanto suor e sangue, ainda tem muito a ser feito. Se analisarmos bem, a conquista de direitos como votar, trabalhar ou de não ser espancada e humilhada até a morte, não deveria ser motivo de celebração. Poder trabalhar, decidir se quer ter filhos ou não, contribuir para a organização política da sociedade e ter leis que punam quem invade a sua integridade física e psicológica é o mínimo de condição de vida para qualquer ser humano. Aliás, ser reconhecida como SER HUMANO é o mínimo e não deve ser motivo de comemoração.

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

sabe-se lá

Essa tirinha da Laerte sempre me deixa tal qual o último quadrinho.
 

sábado, 18 de janeiro de 2025

domingo, 5 de janeiro de 2025

uma semana cheia

Domingo, poderia estar aproveitando bons momentos, lendo um bom livro, aproveitando uma conversa agradável. Mas no meio da tarde ensolarada ela só pensa em uma coisa. 

Engraçado, com o passar dos anos essa sensação foi lhe consumindo quase que sem ser percebida. Primeiro ela o fazia por obrigação social, meio que é algo que faz parte da existência na sociedade. Com o passar de alguns poucos anos passou a ser uma necessidade não apenas social, mas existencial. Não tinha mais o seio familiar para retornar sempre que necessário, portanto, passou a fazer por pura e simples sobrevivência. Era necessário, era fundamental e obrigatório.

Segunda-feria, poderia estar decretando feriado, como Paulo Coelho, andando, saindo. Mas nem o cantar de Raul Seixas a desconectaria de sua sincronia com a máquina. Ela e a máquina era apenas uma, o que ela fazia, através da máquina a mantia seguindo. Estava viva superficialmente, artificialmente.

Terça. A obrigação, com o passar dos anos passou a ser parte do que ela é. Não mais fazia por necessidade, apesar de sim, a necessidade continuar sempre ali, presente. Mas com o tempo, não era mais a necessidade que a movia, era a sensação de que aquilo a representava. Como se fazer era o que a representava como pessoa, como indivíduo na sociedade, como mulher.


Quarta-feira, queria estar como Luedji Luna, andando a cidade inteira, saindo pra te procurar, tomando um banho de folhas, alimentando alguma esperança... Mas está fazendo novamente, sendo criticada, ouvindo as criticas, ponderando, ou não. Refazendo.

sábado, 4 de janeiro de 2025

domingo, 29 de dezembro de 2024

amadurecimento

Ao passo que a velhice se aproxima, me parece que o passado está mais próximo que o futuro. O futuro, que antes era um mar de sonhos e planos, com muitas expectativas e ideias vai se esvaindo, reduzindo à poucas expectativas e alguns planos mais rasos, ou raros... sem a pretenção de ser algo totalmente novo.

O passado, por sua vez está cada dia mais próximo, sempre te mostrando que tudo passa e que muito já passou... no reflexo do espelho, na disposição para andar, na empolgação (ou falta dela) para brigar pelo que se acredita. Tudo isso (ou a falta disso) vem lembrar, todos os dias que o passado está mais do que nunca, presente, pois tudo o que se vê ao redor, é o passado.

É verdade que tudo o que vemos ou tocamos é, de fato o passado. Nossa capacidade de visão tem um certo "delay" por assim dizer e as palavras que você está lendo agora, na verdade é algo que seu cérebro "identificou" há alguns segundos. 
Estudos demonstram que o que vemos tem um atraso de cerca de 15 segundos, pois o cérebro realmente precisa desse tempo para processar e organizar as imagens. Caso contrário, veríamos apenas borrões. Em suma, estamos sempre olhando o passado, o que reforça a minha ideia de que o passado está sempre mais próximo que o futuro.
Porém, com o crescimento, com as frustrações inerentes a vivência, com as memórias acumuladas, a sensação que se tem é que o passado está sempre ao nosso lado, sombreando nossa vida e norteando nossas decisões.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

sábado, 21 de dezembro de 2024

perto do fim

Estamos perto de mais um 31 de dezembro. 

Finalizando um pedacinho de mais uma dessas abstrações mentais humanas, essa nós chamamos de tempo. "Contar o tempo" nos ajudou a evoluir como sociedade e nos dá um conforto de pensar que temos controle sobre ele. Como se o tempo fosse algo palpável que podemos de alguma forma manipular, ainda que seja através da fragmentação, da contagem.
Penso que o tempo, ainda que particionado, não pode ser medido igualmente, pois a forma como o tempo passa está diretamente ligado a nossa percepção sobre o evento observado... um minuto de abdominal e um minuto de conversa fiada não é igual!
Refletir sobre o tempo e sobre como isso impacta a nossa existência é um exercício fascinante, mas hoje eu estou aqui só para falar sobre a minha percepção do tempo essa semana.
Como todo final de ano, meus dias tem sido corridos e o meu trabalho tem me desafiado rotineiramente. Especialmente nesse mês, tenho tido dias bastante cheios e com muitas tarefas a fazer. Confesso que tanta demanda, costuma me deixar exausta e cansada.
Mas eu não sei ainda qual o motivo, embora meus dias estejam bastante cheios, o trabalho tenha exigido tanto de mim, eu saiba que tenha muitas tarefas e esteja me dedicando muito a tudo... apesar de toda essa rotina, estou simplesmente me sentindo bem.
Essa ano passou bem rápido aos meus olhos, e isso se deve principalmente ao fato de eu ter tido um ano majoritariamente legal. Aprendi coisas novas, retomei atividades antigas, completei outras e larguei várias. rsrs
Estou curtindo, inclusive, esse finalzinho de ano. Apesar de minha rotina corrida e cansativa, tá tudo bem.

Eu sinto que estou, a onde eu queria estar.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

my december


 

sobre solidão

Quero ficar sozinha
E isso não quer dizer em solidão
Mas as vezes, penso que a vida somente será minha
Quando eu mesma pegar em minha mão

No meu pensamento solitário
Eu nunca preciso ter um lado

Estou livre de julgamentos
Ou de sofrimentos

Quero ficar sozinha
Não quero compartilhar nada
Eu só quero que essa dor seja só minha
Quero ficar só em casa


quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

fast car


 

cansaço

Dia desses me peguei pensando em quantas vezes por dia eu digo que estou cansada... ou melhor, quantas vezes por dia eu penso: cansada!
Ultimamente tenho me sentido muito dessa forma e só de pensar em tudo o que eu tenho pra fazer e/ou resolver, me canso! Não que eu me canse fisicamente de minhas atividades (tenho o privilégio de trabalhar com pouco esforço físico). Mas a rotina, os problemas comuns da vida, as coisas mais irrelevantes para o universo que precisam ser realizadas no mundo coorporativo... tudo isso me sulga uma energia que eu considero importante pra me manter viva.

Viva. O que é estar viva dentro dessa rotina estática? Será que a vida é isso mesmo: fazer tudo igual, todos os dias, em troca de pequenas recompensas que de fato não promovem uma mudança significativa em nossas existências?

Veja bem, não é aqui a minha intenção ou pretenção questionar o fato de minha existência ser confortável e agradável. Me agrada viver, gosto de minha vida e tenho muito cuidado pra não me sabotar criando problemas que não tenho. 

Agora, no alto dos meus 35 anos, finalmente tenho uma década sem estar envolvida em brigas ou grandes conflitos. Estou vivendo uma maré de paz e isso me dá um conforto no coração.

Se você, meu caro leitor anônimo, tiver crescido em uma família ligeiramente desestruturada, vai saber do que estou falando. Não ter uma base familiar estruturada faz você estar sempre envolvido em problemas familiares, conflitos internos e externos, que fazem com que a guerra seja mais amigável que a paz.
Me acalma saber que talvez o que eu esteja estranhando seja esse período de paz, de calmaria. Me acalma saber que eu estou questionando a calma por estar acostumada com a guerra.

Mas a pergunta persiste: viver é isso aqui mesmo? Não tem mais nada de interessante e diferente para acontecer nesse instante de tempo no universo que chamamos de vida?

Paulo Freire


Não sei

Sei lá por que me deu pra ter vontade de escrever no blog de novo. O blogger é um desses apps falidos que ninguém mais usa ou lê. As vezes eu acho que ninguém mais lê nada, honestamente.
Não sei o motivo, mas cá estou eu, escrevendo qualquer baboseira que venha em minha mente e... honestamente?! Tem me feito bem.
Algumas coisas não precisam ter explicação lógica ou prática. Só fazer bem.
Há anos eu matinha esse blog com teor mais pessoal, um outro sobre com o que eu trabalho e um terceiro sobre música. Adoro música. Adoro rock.
Por enquanto, voltei a manter esse, mas quem sabe posso voltar com um ou outro em breve... Não sei.
Bora ver o que acontece... É isso, voltei a manter meu blog que escrevo quase nunca.
:)

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

mayonaise

 

♫♪
Fool enough to almost be it
Cool enough to not quite see it
Doomed
Pick your pockets full of sorrow

And run away with me tomorrow
June

Try
And ease the pain somehow
We'll feel the same
Well, no one knows
Where our secrets go
♫♪

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

é sobre isso

É sobre não ter motivo pra gostar de tá perto
Sobre questionar o que é certo 
É sobre sentir seu cheiro num estranho na rua
Sobre andar sozinha e olhar a lua

As vezes, é sobre escrever e pensar no que queria dizer, mas não pode, não deve. Por isso, só escreve.

Escreve palavras soltas como um desabafo, sem rima boa, sem tato. 

As vezes é somente um sentimento: a vontade de tá do seu lado.


sábado, 14 de dezembro de 2024

um lugar pra ficar em paz

Uma praia deserta... Um mar de ondas calmas.  Um Ipê amarelo com um balanço feito de madeira usada. Aquela grama redondinha sabe? Da que nascia no passeio da vizinha... Daquelas que eu só via na infância. Eu estou sentada em uma almofada colorida, com amarelo predominante. É pra esse lugar que eu vou, quando quero ficar em paz.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

invisível

Talvez a existência humana não tenha realmente uma explicação ou um motivo.
Tudo o que temos é um conjunto de abstrações mentais que mantém relativamente uma ordem e ajuda a manter a espécie viva.
O desafio é você sabendo disso, encontrar uma abstração mental que te faça continuar seguindo. Entender que isso não dá sentido a sua existência, mas mantém seu cérebro ocupado.

***************************
Não sei por que o título desse texto ficou "invisível". Porém, como escrevi num momento em que estava ligeiramente alcoolizada, resolvi manter. Acho que existe algum sentido, no final das contas era como eu estava me sentindo. Me sentindo invisível ao pensar que no final das contas, a minha própria existência não tem explicação ou motivo.
No dia seguinte, acordei, li o que tinha escrito e adicionei essa nota. 

sábado, 7 de dezembro de 2024

despretenção

Há anos eu não tenho vontade de escrever. Mentira. Sempre tenho vontade de escrever. Confesso que conforme os anos passaram, passei a penser ser um pouco pretencioso o ato de escrever. O que eu procuro quando tento expressar meus pensamentos através de palavras em um blog on line. Ninguém mais lê blog. E se alguem lê, o que eu pretendo causar com a expressão de meus pensamentos em caracteres?

Será que é realmente possível expressar através da escrita, com clareza, o que se pensa? Não sei. Mas com o passar dos anos, passei a postergar a escrita e realmente não sei até que ponto isso moldou a forma como eu consigo expressar meus pensamentos. 

Nunca fui realmente boa com argumentos verbais, e isso fez, por vezes eu questionar a minha inteligência. Com a maturidade, percebi que ganhar uma discursão, apresentar o melhor argumento ou até mesmo "ter razão" não atesta grau de inteligência, e ainda que assim fosse, que porra é essa que estamos chamando de inteligência mesmo?

Há nos tenho vontade de escrever. Hezito, por pensar que um texto despretencioso como esse não interesse a ninguém, além, de mim mesma. Escrever sempre foi mais sobre expressar a minha personalidade do que sobre agradar a quem lê. Espero que ninguem leia, ninguém mais lê blog. Fico pensando quanto de mim eu tenho deixado pra trás, numa rotina que não me permite mais escrever. Ou ler.

Hoje estou escrevendo estas palavras despretenciosamente. Não quero nada, não anseio por nada. Mentira. Quero me conectar comigo novamente, quero sentir o que me move, o que me motiva. Quero lembrar o que vai me fazer acordar amanhã. Espero que a escrita me lembre algo que eu tinha esquecido, mas que era importante; e que me desconecte daquilo que ainda me prende. 

Estou voltando (mais uma vez) para o blog com essas palavras, que definitivamente não tem despretenção.


terça-feira, 16 de agosto de 2022

O que você me pede eu não posso fazer...

Assim você me perde e eu perco você
Como um barco perde o rumo
Como uma árvore no outono perde a cor
O que você não pode, eu não vou te pedir
O que você não quer, eu não quero insistir
Diga a verdade doa a quem doer
Doe sangue e me dê seu telefone
Todos os dias eu venho ao mesmo lugar
Às vezes fica longe, difícil de encontrar
Mas quando o neon é bom
Toda noite é noite de luar
No táxi que me trouxe até aqui
Julio Iglesias me dava razão
(Yo soy un hombre solo)
No clipe Paul Simon tava de preto
Mas na verdade não era, não
Na verdade, nada
É uma palavra esperando tradução
Toda vez que falta luz
Toda vez que algo nos falta
(Alguém que parte e não volta)
O invisível nos salta aos olhos
Um salto no escuro da piscina
O fogo ilumina muito por muito pouco tempo
(Muito pouco tempo)
Em muito pouco tempo o fogo apaga tudo
E tudo um dia vira luz
Toda vez que falta luz
O invisível nos salta aos olhos
Ontem à noite, eu conheci uma guria
Já era tarde, era quase dia
Era o princípio de um precipício
Era o meu corpo que caía
Ontem à noite, a noite tava fria
Tudo queimava, nada aquecia
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão
Ontem à noite
Eu conheci uma guria que eu já conhecia
De outros carnavais, com outras fantasias
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão
No início era um precipício
Um corpo que caía
Depois virou um vício
(Foi tão difícil)
Acordar no outro dia
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão
Parecia que era minha


Engenheiros, Piano Bar. 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

elogios

Eu tenho uma péssima relação com o elogio:
Se ontem me elogiaram, hoje eu ja fiz merda.

Preciso aprender a ouvir um elogio.

sábado, 3 de novembro de 2018

Meu cabelo crespo

Momento de desabafo:
Até ontem eu não tinha me dado conta de como foi maravilhoso na minha infância ter tido uma dúzia de tias que amavam trançar meu cabelo. Que faziam vários penteados e que pra elas isso não era nem um pouco penoso, muito pelo contrário era um prazer enorme pra elas pentear meus cabelos crespos e cheio! Cabelo duro, como dizem! A forma como elas inventavam moda em minha cabeça enquanto amarravam com xuxas coloridas foi simplesmente maravilhoso! Sou extremamente grata às minhas tias. ❤
Ontem a tarde tive o desprazer de ouvir:
"Iasmin, ontem eu encontrei uma amiga que viu meu filho e disse: seu filho é branco, que bom! Minhas filhas só tiveram meninas 'pretinhas' e meus dedos estão doloridos de pentear o cabelo delas!"
Porra! Amo mais ainda as minhas tias: elas que pentevam meu cabelo sem reclamar, ao contrário disso, sempre penteavam de forma voluntária, com sorriso nos lábios e nunca, NUNCA ficaram com os dedos doloridos de pentear meu cabelo crespo!

sábado, 27 de outubro de 2018

Porta

Chato quando você julga que teve uma "iluminação" de pensamento e aí quando vai conversar com alguém, parece que tá falando com uma porta.

sábado, 2 de junho de 2018

Como eu quero


Plenitude é estar a onde se quer estar.


domingo, 27 de maio de 2018

Mayday

De frente pro mar sempre foi um dos lugares que eu mais gosto de aproveitar para ler. Ou para ouvir música. Ou apreciar a paisagem. Ou até mesmo tudo isso junto.

É tarde de maio, eu estou ansiosa pelos próximos acontecimentos de minha existência insignificante, embora pra mim signifique algo, afinal de contas, estou ansiosa e isso significa alguma coisa. Por esse motivo resolvi sair para pedalar e ver o mar... Ah, e os pássaros.

Estou terminando de ler O Conto da Aia (Margaret Atwood), terminei hoje, na verdade. Um daqueles livros que faz você olhar o mundo de forma diferente, embora eu tenha algumas ressalvas sobre a forma como a autora conduz a história, inclusive reclamei da leitura detalhista em vários momentos e simplesmente acho que o personagem principal é bem chato e a história poderia explorar personagens secundários que parecem ser bem mais legais. Mas enfim, mesmo com todas essas "queixas", devo admitir, o livro me fez ver a paisagem abaixo com outros olhos.

E isso é tudo o que vou dizer.

Arembepe - Camaçari - Ba. Um dia de maio.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Depois que estupraram o siri...

Flagrei ontem uma ilustração da musica do Zéu Britto: um gatuno (safado!) na cola de um siri... 

Fato ocorrido na tarde dessa segunda, na praia de Jacuípe-Ba. Registro aqui a minha solidariedade pelo siri, que conseguiu habilmente correr pra toca, enquanto o gato sem desistir ia atrás de outra presa... Não pude salvar todos, mas registrei o meliante felino em plena atividade! 

Abaixo das fotos, link pra música do Zeu, que me diverte em muitos momentos da vida...

Siri que se salvou da ação do felino.

Gato em busca da próxima vítima!

Sobre uma tarde de segunda

Nada melhor que uma dose de cansaço pra remediar uma ansiedade que enche o saco!

Resultado? Minha magrela tomando o sol do fim da tarde.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Mais um 28 de março

Em essência, todos nós somos amor. E se amor somos, nunca morremos. Pois o amor nunca acaba.


sábado, 3 de fevereiro de 2018

Passou.

Estou aqui por que segui esse caminho, as coisas que ficaram pra trás, fazem parte do que eu sou hoje, mas estão no passado.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

A voz do silêncio de Helena Blavatsky


Indicação do meu companheiro de vida, que apesar de me indicar, ainda não leu. =P

O livro que mudou minha vida e me fez pensar diferente. Foi um daqueles momentos que você percebe que tem algo precioso nas mãos e portanto começa a ler devagarinho... Apreciando... Saboreando...

Deixo aqui os trechos que mais tocou minha alma, porém recomendo uma leitura completa, pois A Voz Do Silêncio além de um livro de grandes ensinamentos, é fonte de paz interior:

"Vive em vão o homem que não realiza na vida a obra para que nasceu."

"Mesmo a ignorância é melhor do que a ciência de cabeça sem a sabedoria da Alma para iluminar e guiar."

"Não podes caminhar no caminho enquanto não te tornares, tu próprio, esse caminho."

"Sê humilde, se queres adquirir a sabedoria: sê mais humilde ainda, quando a tiveres adquirido."

"O caminho é um para todos, o meio de chegar a meta deve variar de peregrino para peregrino."

"Aprende que a corrente de conhecimento sobre-humano e a sabedoria Deva (eu reencarnantes), que adquiriste, deve, de ti, o canal de Alaya (a alma mestra que cada homem tem um raio em si e que supõe-se ser capaz de se fundir), ser derramada para outro leito."

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Sobre fotos

Estava eu aqui em meu canto, com os botões que não possuo, refletindo sobre tantas redes sociais e cheguei no seguinte pensamento:

"Na foto, ninguém é sujo. Às vezes feio, pouco fotogênico, meio tímido... Mas sempre, sempre limpo."

quinta-feira, 2 de março de 2017

"Se o amor é verdadeiro, não existe sofrimento."


Volta e meia passo por um processo de questionamentos... 
Sempre que me pergunto se a forma como eu me sinto sobre algo é coerente e não tenho resposta positiva, procuro mudar minha linha de raciocínio de forma que eu consiga fazer um "up" em minha mente.

Coerência não tem nada a ver com justificativas... As vezes, eu posso ter novecentos e noventa e nove milhões de justificativas para os meus sentimentos (e acredite: normalmente eu tenho!), mas se não houver uma lógica nesses sentimentos, racionalidade nessas justificativas, de nada me adianta.

Por vezes tenho uma grande ajuda com relação esses conflitos emocionais, mas tem situações que tenho que lidar apenas com o meu eu interior...

Eu, eu mesma e eu de novo... 

Enfim, toda essa ladainha pra dizer que: num desses processos de autoanálise e de conflitos emocionais, cheguei a uma conclusão bem simples.

AMOR É LIBERDADE.

É deixar ir e vir... é saber que o amor não é um sentimento condicional... Não tem lógica no termo amor incondicional por que se há uma condição, não é amor, é troca, é negócios.
O amor não impõe condições, não requer reciprocidade, não aprisiona, não exige e não impõe regras.

Nesse sentido, enquanto eu puder amar sem exigir, terei o privilégio de dizer que sei o que é o verdadeiro amor.

Agora que li o que escrevi, parece meio bobo... Mas, que bobagem seja, se essa bobagem for esclarecedora pra mim. Agora a frase do Renato faz mais sentido.

"Se o amor é verdadeiro, não existe sofrimento."


domingo, 9 de outubro de 2016

Comecinho da primavera...

Manhã de primavera, olhando o sol nascer... Lindo espetáculo da natureza.


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Ainda aprendendo, ainda mudando... mas nunca estática.

Como diria Raul: Eu ainda prefiro ser essa metamorfose ambulante;
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.
Do que acreditar ferozmente em um ideia e fazer dela a minha razão de viver;
Prefiro ser uma metamorfose ambulante, que estatizar meus pensamentos;
Ser quem eu sou, genuinamente e única, sempre mudando, sempre aprendendo;
Discordando e concordando, mas acima de tudo aberta à diversidade, disposta à novas ideias.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

O seu sorriso

E eu mergulhada em meus mais profundos pensamentos, com os olhos fixos em um ponto qualquer e a mente viajando a quilômetros luz... 
só mesmo o seu sorriso pode me atrair a atenção. 
Sinto cheiro do seu sorriso... e é um cheiro bom. 
Aroma que só a sua alma pode exalar.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Polícia ou ladrão???

Quando tem uma arma apontada pra sua cabeça, pouco importa quem está apontando; 

Se tem um "treisoitão" mirando você, importa bem pouco se é polícia ou ladrão; 

Então policial, saiba que seu salário sou eu quem pago; 

Pense bem antes de apontar uma arma pra seu patrão.

Sentimental...


sexta-feira, 11 de março de 2016

Só agora me dei conta...

Na infância, adorava ir para um local alto e olhar as luzes da cidade se acendendo. 
Hoje, podendo contemplar esse momento com mais frequência que antes, percebo finalmente... 
A luz que eu procurava era a luz dos seus olhos.


domingo, 6 de março de 2016

Domingo de bike

Bicicleta, bastante água, sossego e um aparelho pra registrar... cabeça tranquila, fim de semana terminando bem!


O voo das pipas em Jauá - Camaçari - Ba.

A Breezer tomando um "solzinho"...

sábado, 5 de março de 2016

quinta-feira, 3 de março de 2016

Eu versão 2016.1

Bom, parece que me tornei mesmo uma "blogueira" trimestral... Talvez por que nada de interessante tenha acontecido, talvez por que eu esteja perdendo o gosto pela escrita... sei lá, mas enfim... de vez em nunca apareço por aqui com vontade de expressar alguns de meus confusos pensamentos.
Nascer do Sol em Morro de São Paulo - Ba.

Estou desempregada (não desocupada!) e sinto que tirei um grande peso de minhas costas. Esse é um bom momento e gostaria de deixar isso registrado em meu diário eletrônico pra não correr o risco de esquecer.

A minha presença não me incomoda mais, e posso ficar tranquilamente sozinha curtindo os pensamentos mais malucos de minha mente ou direcionando-os para algo útil. Posso passar horas lendo em silêncio, ou ouvindo as minhas bandas prediletas, ou simplesmente olhando lá fora pela janela observando o dia. Estou num bom momento para ficar só e aproveitar o que tenho de melhor em mim mesma... é estranho dizer isso, por que parece que não quero a companhia das pessoas que eu gosto. Por vezes esse pensamento (o de gostar de estar só) parece uma espécie de traição às pessoas com quem eu gosto de estar... na verdade nem são lá muuuiiiitas pessoas que alegram os meus dias... E embora agora eu tenha mais oportunidade de estar "só comigo mesma" ainda não é tanto tempo assim para que eu possa "morrer de solidão". Porém, parece-me que o tempo em que eu conseguia aguentar o meu eu aumentou... estou me suportando mais... estou gostando mais de mim.. Estranhamente nessa situação eu consigo conversar mais com as pessoas, ouvir suas lamentações e alegrias e expressar as minhas ideias, nem sempre de forma clara, mas ao menos de alguma forma.

Acho que fiz as pazes com a solidão.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Quem me inspira: Gadalf - O Cinzento

Além do Senhor dos Anéis ser uma história cheia de lições, sem dúvidas o Gandalf tem pra mim uma das lições mais importantes no que diz respeito à vida: 
Se você não pode decidir quem vive, então você não pode decidir quem morre.


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Quem sou eu

Mais uma vez me deparo com a pergunta do ano: "Quem sou eu?"
Verdade que consegui resolver alguns problemas pessoais, consegui me desprender de conceitos que me diminuíam, quebrei paradigmas, aprendi que tenho valor e sei no que sou boa, descobri do que gosto. Hoje sei o que quero.
Estou muito mais introspectiva do que antes e mais reflexiva também. Tenho muitas perguntas, embora não saiba ainda se são as perguntas certas.
Não venci os meus medos e não tenho medo de admitir. Talvez a chave esteja aí, preciso vencer o medo.
Mas lá no fundo, tirando os meus medos, tirando minhas certezas, tirando no que sou boa e o que eu quero.
Despida de qualquer conceito de bom ou ruim, limpa de todo paradigma ou preconceito, eu me questiono: Quem sou eu?

terça-feira, 26 de maio de 2015

Permita-se!

Permitir-se errar é o primeiro passo para aprender com os próprios erros!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

O prazer de fazer o que te dá prazer

Tarefas cotidianas podem ser facilmente ensinadas, porém disposição ao executar uma tarefa, automotivação e prazer em fazer o que se faz não há como ensinar. É uma capacidade totalmente individual, a de buscar fazer o que te dá prazer, não há como ser ensinada.

E quando você faz o que lhe satisfaz, os frutos desse "fazer" retornam para sua vida, de um jeito ou de outro.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Beleza natural

Coqueiro lindo que encontramos em Itacaré, presto aqui uma homenagem à natureza, em razão de meu agradecimento, pois a mãe terra é sempre tão generosa nos oferece belas paisagens.


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Escolhas

Trecho de um livro que esqueci, de uma autor que adorava ler em minha adolescência. Este texto vai em homenagem à minha prima então adolescente, cheia de dúvidas e com muita energia.
Te desejo que sempre que sempre possa escolher, mudar de opinião, moldar-se, ousar-se, cair e levantar, se arrepender, e tentar de novo, e de novo, e de novo... "Não leve a vida tão à sério - afinal a vida é uma aventura da qual nunca sairemos vivos!" - alguém disse isso quando eu tinha quatorze anos.
Ha, mas também não leve tudo na brincadeira, dizem que quando você for menos jovem vai colher os frutos de seus planos - Deve ser verdade, como ainda sou jovem, não sei... 
Tente não machucar os outros em sua jornada e escreva a sua história com as suas próprias palavras... se não houver palavras, invente-as! Mas nunca deixe de pintar a sua vida com a cor que escolher!

A oração que esqueci
De Paulo Coelho

"Senhor, protegei as nossas dúvidas, porque a Dúvida é uma maneira de rezar. 
É ela que nos fazem crescer, porque nos obriga a olhar sem medo para as muitas respostas de uma mesma pergunta. 
E para que isto seja possível, Senhor, protegei as nossas decisões, porque a Decisão é uma maneira de rezar. 
Dai-nos coragem para, depois da dúvida, sermos capazes de escolher entre um caminho e o outro.
Que o nosso SIM seja sempre um SIM, e o nosso NÃO seja sempre um NÃO. 
Que uma vez escolhido o caminho, jamais olhemos para trás, nem deixemos que nossa alma seja roída pelo remorso. 
E para que isto seja possível, 
Senhor, protegei as nossas ações, porque a Ação é uma maneira de rezar. 
Fazei com que o pão nosso de cada dia seja fruto do melhor que levamos dentro de nós mesmos. 
Que possamos, através do trabalho e da Ação, compartilhar um pouco do amor que recebemos. 
E para que isto seja possível, 
Senhor protegei os nossos sonhos, porque o Sonho é uma maneira de rezar. 
Fazei com que, independente de nossa idade ou de nossa circunstância, sejamos capazes de manter acesa no coração a chama sagrada da esperança e da perseverança. 
E para que isto seja possível, 
Senhor, dai-nos sempre entusiasmo, porque o Entusiasmo é uma maneira de rezar. 
É ele que nos liga aos Céus e a Terra, aos homens e as crianças, e nos diz que o desejo é importante, e merece o nosso esforço. 
É ele que nos afirma que tudo é possível, desde que estejamos totalmente comprometidos com o que fazermos. 
E para que isto seja possível, 
Senhor, protegei-nos, porque a Vida é a única maneira que temos para manifestar o Teu milagre. 
Que a terra continue transformando a semente em trigo, que nós continuemos transmutando o trigo em pão. 
E isto só é possível se tivermos Amor – portanto, nunca nos deixe em solidão. 
Dai-nos sempre a tua companhia, e a companhia de homens e mulheres que tem dúvidas, agem, sonham, se entusiasmam, e vivem como se cada dia fosse totalmente dedicada a Tua glória.
Amém."

sábado, 13 de setembro de 2014

Pessoas normais

As pessoas normais são brancas, negras, pardas e indígenas.
As pessoas normais são altas, magras, gordas e baixinhas.
As pessoas normais são peludas, falam alto e se depilam.
As pessoas normais são estranhas, falam pouco e se intimidam.
As pessoas normais se empolgam, choram e são serenas.
As pessoas normais são loiras, ruivas e morenas.
As pessoas normais arriscam e não tem medo.
As pessoas normais nem se importam com cabelo.
As pessoas normais estão sempre na moda.
As pessoas normais não bebem coca-cola.
As pessoas normais inspiram, agitam e estão sempre em movimento.
As pessoas normais aproveitam cada momento.

Ser normal mesmo, é não se importar se é normal nos padrões da atualidade.

Ser normal mesmo, é viver a sua verdade.

E pra você, o que é ser normal?

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Sobre a felicidade

Eu vi um homem fazendo malabarismo no sinal, sonhando com um mundo mais justo... Eu vi um homem entregando jornal, sonhando com um mundo sem preconceitos... Eu vi uma mulher lavando roupas no rio, sonhando com um futuro melhor pra seu filho... Eu vi uma criança cortando cana, sonhando com um mundo menos frio...
E essa estranha frieza nas pessoas, que nos gela a alma.
Sonho com um mundo mais quente... Mais cheio de amor e partilha. E enquanto sonho, não fecho os olhos para esse mundo... Por que eu vi a mulher que sonhava, triste enquanto batia com a roupa molhada na pedra, mas também vi o jovem que acorda cedo, caminha duas horas pra estudar e chega na escola feliz e disposto, dando orgulho pra sua mãe que lava a roupa. Vi o professor satisfeito de ver a sala cheia, as crianças estudando...
Vi o homem que fazia malabarismo no sinal dando uma lição de persistência e coragem. Coragem de usar o seu talento para conseguir se manter, em vez de usar da força sobre os mais fracos.
Vi o estudante que trabalha oito horas diárias e estuda mais quatro. Trabalha e estuda por um objetivo. Prosperar de maneira lícita.
E eu vi a senhora que trabalhou na roça por vinte anos... Mais dez na indústria... Varrendo o chão de grandes executivos... Mas nem por isso se sentiu menor, em nenhum momento de seus setenta e cinco anos. Eu a vi já idosa, porém disposta. Mesmo após educar sete filhos, sofrer a perda de seu marido apenas com trinta anos. Mesmo após ver suas irmãs lhe darem as costas... Mesmo após ver sua neta mais jovem partir derrepente... Mesmo assim, ela me diz: sempre passei muito bem.
Existem muitas formas de ser feliz.

sábado, 6 de setembro de 2014

Porco-humano

Só por que é classe baixa tem que ser sem educação, não ter respeito ao próximo e jogar lixo pela janela?

Só por que usa transporte coletivo tem que empurrar os outros, pisar no pé entrar no ônibus através da força?

Não falta dinheiro, falta educação, falta respeito, ética, dignidade. Falta mesmo é um monte de princípios que deveriam ser ensinados na infância. E que nem sempre são ao menos apresentados aos mais novos, gerando adultos porcos egoístas.

domingo, 3 de agosto de 2014

Sobre o vazio...

É muito fácil preencher o vazio com coisas supérfluas e fazer o tempo passar mais rápido. Difícil mesmo é descobrir a motivo do vazio e curar-se.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

O acaso vai me proteger...

E perde o ônibus... E esquece o casaco... E tropeça na calçada.
E um dia tudo certo...
Aprendendo a aproveitar melhor as minhas vinte e quatro horas comigo mesma...

domingo, 13 de julho de 2014

Sobre ser belo

Teu estado de espírito revela a tua verdadeira beleza.

sábado, 12 de julho de 2014

E a história se repete...

Mais um ciclo. Vidas que começam, vidas que terminam... mais um ciclo começa e a história se repete. Uma barriga cheia e vazia, um bolso grande e furado, uma cabeça cheia de sonhos e preocupações...
Saúde,  carinho, atenção.  A esperança de um desfecho diferente. Espero que tudo dê certo. Espero que a vida me prove que eu estava errada esse tempo todo.
E que tudo fique, em fim... em paz.

domingo, 6 de julho de 2014

Orgulho de ser idiota

Orgulho é um sentimento de satisfação pela capacidade ou realização, ou um sentimento elevado de dignidade pessoal. - Dicionário Informal

Orgulho é um substantivo masculino com origem no termo catalão orgull que é uma característica de alguém que tem um conceito exagerado de si próprio. Também pode significar altivez, brio,pundonor, dignidade e soberba. - Significados.com

Vem do Espanhol ORGULLO, do Catalão ORGULL, do Frâncico URGOLI, “bravura, excelência”. - Origem da Palavra

Aí entro no Facebook e vejo que criaram uma página no com o título: "ORGULHO DE SER HÉTERO."

Rapaz... eu sinto orgulho quando tiro uma boa nota em um prova para qual estudei muito (geralmente de matemática!), sinto orgulho quando faço algo para quem amo ou dou um presente à alguém que gosto... sinto orgulho quando faço algo certo! O tal do orgulho, quando o sinto é por mérito de algo que construí ou ajudei a construir. A minha contribuição para algo de bom, faz-me encher de satisfação e ao menos por um momento pensar: "putz, sou foda!". 
E, ainda assim, sei que devo ter muito cuidado com esse sentimento... Afinal, é um sentimento traiçoeiro!...

Mas puta merda, orgulho de comer meninas! Vai te lascar! O fato de ser heterossexual não te leva à nenhum mérito ou demérito. 

Acho que a página seria melhor titulada como: ORGULHO DE SER IDIOTA.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Sete meses

E olha só eu aprendendo que perdoar não quer dizer esquecer, 
mas diz respeito a não criar ressentimentos e não olhar o passado com mágoa. 

Aprendendo que as lembranças ruins são experiências vividas e não punição.

Já disseram que "lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e sofrer novamente".

E vamos, aos poucos, deixando o passado no passado. Aquela caixinha escondida que você só acessa para aprender com os erros e ajudar construir quem você é.

E eu estou me reconstruindo - como já disse antes - em fase de reconstrução!

Um peso a menos, costas mais livres... e finalmente a dor é cessada.


sábado, 21 de junho de 2014


E viva mais a vida!

Por que tudo o que eu quis de todo o meu coração aconteceu.

Viva à vida...

Exercitando o pensamento positivo nas coisas simples. "Por que quando você deseja algo de todo o seu coração, todo o universo conspira para que dê certo."

Metas

Por que minha alma se alimenta de objetivos, por que alcançá-los me deixa a cada dia mais realizada.

domingo, 20 de outubro de 2013

Quem sou eu?

Há algum tempo me flagrei com dificuldade em me definir (paro pra pensar neste momento que ninguém gostaria de ler sobre mim) numa redação de entrevista de emprego.
Eu sei o meu nome, sei onde moro e o que gosto de fazer. De vez em quando (quase nunca!) escrevo em um blog e estudo o que me deixa curiosa. Trabalho com o que gosto, apesar de por vezes me queixar que o retorno financeiro é pouco. Mas eu fiz minha opção, sem arrependimentos eu motivo-me a dar o melhor de mim e continuar na busca de minha independência financeira... 
Eu sou o que faço ou eu faço por que sou? Pergunta que me intriga... 
Bom, "minha cor predileta ainda é preto..." mas de ontem pra cá já mudei em muita coisa... e continuo mudando. Ainda não tenho uma definição exata de mim, mas por enquanto estou feliz com o que tenho buscado ser.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Euforia

Recentemente desabafei sobre a minha vontade de colocar tudo em um barco e vê-lo cruzar a linha do horizonte...


Sei que nunca encontrarei um barco em que eu possa "despachar" todos os meus problemas; sei que a vida não é um lugar cor-de-rosa onde as pessoas são sempre felizes; até acredito que os problemas que nos acompanham estão aqui por algum motivo e que devemos aprender com eles; mesmo assim confesso que fiquei à espera desse tal barco; e de repente eu me vejo dentro de um barco!

Mas, percebi que o barco que a mim foi apresentado não é um navio de carga, mas sim uma embarcação com tripulantes... E eu sou só mais uma tripulante; eu e os outros; os outros e os seus problemas; os meus problemas e eu; os problemas dos outros e eu; os meus problemas e os outros; todos tendo que dividir um espaço pequeno, enxergando linhas invisíveis que demarca o espaço de cada um.

É... Não encontrei o tal barco solucionador de problemas, mas posso sim, afirmar que as coisas estão entrando nos eixos...

Nova fase... e marcada por tantas mudanças!

A sensação é de inquietude e ansiedade. Minha razão, muitas vezes trapaceada pela emoção que pergunta: "até quando isso vai durar?"; "o que fazer para dar tudo certo?"

Não posso prever o futuro, não sei o que a vida me reserva... Mas - à despeito de meu natural negativismo - prefiro acreditar que:

"A vida é muito estranha: quando você está passando por uma situação difícil e acha que tudo está dando errado, acontece algo muito bom."

As aventuras de Sammy

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Desabafo


A minha vontade é de gritar. De bater numa parede. Dar um tiro. Estou desarmada. As vezes a raiva é tão grande que não dá tempo nem de você se sentir uma merda. Uma sensação de perda. Mas o que perdi, se jamais tive nada do que imaginei? Queria muito colocar tudo isso pra fora. Escarrar toda a mágoa que sinto e acordar em um novo dia, com coisas novas.

Tô de saco cheio de tudo. Sinceramente, nem sei por onde começar. Nem sei se quero começar de novo. Estou muito cansada. A sensação que tenho, é que tudo o que vivi foi uma grande tolice. Vontade de pegar todas essas coisas que me perturbam e colocar num barco. Um barco que cruze o horizonte e fique longe, bem longe de mim.

Estou apagando algumas coisas, mas não com a ilusão de assim não me machucar mais. Tenho certeza que amanhã aparecerá coisas que me machucarão de forma igual ou pior.

Estou apagando algumas coisas de mim, pois chega um momento que temos que por o lixo pra fora, pois mais cedo ou mais tarde precisaremos de espaço para outra lixeira.

Estou apagando algumas coisas em mim, afinal tudo o que sinto é consequência do que deixo me ferir.

Alimente a mania de ter fé na vida!

A todas às Marias, Joanas, Angélicas e Carolinas...

Maria, Maria
É um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece
Viver e amar
Como outra qualquer
Do planeta

Maria, Maria
É o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que rí
Quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta

Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria

Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida....

Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria...

Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida....

Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria...

Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho, sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida
Maria, Maria
Milton Nascimento

terça-feira, 16 de julho de 2013

Tranquilo.

Sem neurose, sem grilo, na tranquilidade, tranquilo...

Estou aprendendo a levar a vida assim, na paz, sem preocupar-me.
Afinal, o que é preocupação se não a ocupação com algo que nem aconteceu, pra depois ocupar-se novamente quando acontecer?

Ok, a partir de agora nada de me ocupar antecipadamente, já que eu tenho ocupações de coisas que estão acontecendo... e quando não tiver, tudo bem, eu me sento e aguardo as ocupação surgirem...

Talvez more aí a paz interior: na capacidade de lidar com os problemas no momento em que eles ocorrem e não antecipadamente.


Não chore!


terça-feira, 18 de junho de 2013

17 de Junho de 2013 - Um dia pra ser lembrado

***Nota do futuro: Os eventos que se desdobraram desse dia, culminaram no golpe de estado contra a primeira presidenta do Brasil. Não retirei o texto, pois faz parte da história do blog. O meu sentimento no momento... porém nem em minhas reflexões mais profundas, jamais imaginaria que isso culminaria num golpe da Dilma. Lamentável. ***

Imagem que fez o Brasil parar em 17.06.2013. 
Ontem, pudemos acompanhar centenas de pessoas pelas ruas... e já está registrado nos nossos novos livros (a internet!) os acontecimentos do dia 17 de junho de 2013, logo não estou aqui para narrá-lo. 

É que acabo de ler uma matéria que me fez pensar um pouco... me fez ter um olhar diferente sobre o movimento... nem de apoio nem de crítica, mas de questionamento:

Muitos nas ruas, com faixas nas mãos reivindicando as mais diversas causas... E muitos simplesmente dizendo: "nosso movimento é por tudo". Fico imaginando como o governo vai se sair dessa... se o protesto é "por tudo" e o movimento passe livre foi só a gota d'água, como nossos governantes vão encontrar a solução?

Sinceramente, não sei em que isso vai dar...

Segue a matéria que li:

E daqui, para onde vamos? 

Hoje participei da manifestação que ocorreu em Belo Horizonte e sinto-me à vontade para dizer algo: Geraldo Alckmin conseguiu o que queria e entrou para a História do Brasil. Não como sonhava entrar, mas seu nome já está garantido ao menos como nota de rodapé nos livros didáticos.